Estrada da Limeira. Garuva – Morretes

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2.33/5 (3)

Sexta-feira pré ano novo 2012 em Guaratuba, chovendo como sempre. Uma pesquisa na Internet sobre trilhas na região e achamos o GPX desse caminho com algumas fotos. Não pensamos duas vezes. GPX carregado no iGo, cantil cheio, 25lbs nos Mud 33'' e partimos. Essa estrada era um antigo projeto de continuação da BR 101 que interligaria Garuva diretamente a Morretes, onde os caminhões poderiam chegar no porto de Paranaguá sem precisar subir a serra ou atravessar o ferry boat. Como o projeto nunca foi finalizado, a estrada ficou para atender as plantações de banana, palmito e arroz.Esse trajeto foi um dos melhores que fizemos até hoje. Paisagens bonitas, muita natureza e opção de trilha mais pesada para carros preparados

 


Fizemos o trajeto começando em Garuva sentido Morretes. No sinaleiro (único), pegamos a direita no sentido de quem vai para a BR101, logo em seguida começa a estrada de terra, com imensas plantações de banana. O trajeto é fácil e agradável, bem habitado no começo. Uma observação importante, principalmente para quem tem pickups, é baixar a pressão dos pneus, pois a estrada é muito esburacada. Tem postos de gasolina para recalibragem (caso não tenha compressor) nos dois lados da trilha.

 

 

A paisagem é bonita do início ao fim, e o que mais se destaca é a serra do mar, que acompanhamos durante todo o trajeto. A estrada fica exatamente no pé da serra.

 

 

 

 

O ideal dessa trilha é que seja feita com tempo, pois as paradas para apreciar as paisagens são constantes. Em todo trajeto notamos poucas vendas, botecos e afins. Ou seja, saia preparado, principalmente caso seu carro estrague por qualquer motivo. Talvez não seja fácil encontrar ajuda em alguns pontos da estrada.

 

 

Um pouco antes da metade do trajeto, encontramos um dos pontos mais interessantes do caminho, que é essa ponte reforçada com trilhos de trem. A conrrenteza é forte e esse é o maior rio que cruzamos no caminho. Aproximadamente 100m de comprimento e uma sensação única atravessa-la. Para chegar nessa ponte e continuar o caminho, deve-se prestar atenção no trajeto que está no final do post, pois é necessário sair da estrada, em uma conversão a esquerda. Seguindo sempre a estrada chega em um ponto final.

 
 
 
 
 
 
Seguindo em frente achamos que a diversão tinha chegado no limite, pois as paisagens começaram a ficar repetitivas. Mal sabíamos que a brincadeira mal havia começado. Após passar uma segunda ponte, essa de concreto, passei correndo por uma entrada, e por sorte resolvi voltar para ver o que era, pois ela estava alagada. Curiosamente como qualquer bom trilheiro resolvemos entrar, e encontramos a diversão realmente procurada desde o início.
 
 
 

 
 
Logo após esse atoleiro chegamos demos de cara com um rio, e a trilha continuando para frente. Sem pensar duas vezes cruzamos o rio, com uma correnteza considerável e água chegando na carroceria. Estávamos no meio de várias trilhas, e sem saber exatamente onde levavam.

 

 
 
Após isso foi só diversão, com algumas passagens novamente no mesmo rio, e uma trilha média entrando mato a dentro. Encontramos (não me pergunte como) um morador local andando por ali e ele comentou que a trilha chega no pé de um morro. Não fomos em frente porque estávamos sozinhos, e por mais que a emoção muitas vezes fale mais alto, dessa vez resolvemos ser prudentes. Ficamos brincando um pouco por ali, atravessando rio e andando na areia. Marquei o ponto exato no GPS para voltar lá com mais alguém, pois desconheço completamente as condições da trilha.
 
 
 
 
 
Voltando para estrada principal, seguimos mais alguns quilometros, e a estrada começa a subir um pouco a serra, onde atravessamos por alguns pontos mais delicados, pois a estrada é toda argilosa e lisa, além de um desfiladeiro considerável do lado. Esse ponto é o mais desabitado de todo o caminho, e foi justamente ali que entramos numa fria.
 
 
Em uma pequena entrada, chegamos em um rio pequeno, mas sem saída do outro lado. Descemos do carro para dar uma olhada no local, e na hora de fazer a volta tive a brilhante idéia de faze-la perto do rio. Mas, ali era areia encharcada. A Ranger sentou e ficou. Ja descemos do carro pensando em cavar e colocar pedras em baixo. Mas com um pouco de raciocínio e calma, consegui tirar o carro do atoleiro. Foi por pouco. Na foto nota-se eu ali em baixo pensando "como fui fazer essa cagada?". Mas tudo bem, seguimos embora e chegamos na 277, próximo a entrada de Morretes.
 
 
 
 
Acabamos voltando para a trilha no mesmo dia, pois a Alexandra-Matinhos estava parada por ser dia 30/12,  Sexta-feira pré ano novo.
 
Esse passeio está na lista para ser feito novamente, com mais participantes para seguirmos a trilha que claramente é de jipeiros. Vale a pena pois tem opções para carros 4x4 originais e preparados, com travessia de rios em vários níveis, atoleiros e ótimo contato com a natureza.

 

Mapa:

Wikiloc

 

Dificuldade:
Natureza: 
4x4: 

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